Sinceritahia

     

Sábado, Novembro 15, 2003

 
Pessoas ou micro-empresas com grandes nomes?

Estou chocada! Acabei de ouvir que desde o ano 2000, nos EUA, os pais estão adquirindo o (péssimo) hábito de batizar seus filhos com nomes de multinacionais. Dah pra acreditar? Dah! Vindo dos EUA eu acredito em quase todas as barbaridades desse nível! É a consolidação de que pessoas estão sendo coisificadas (sei que o termo é batido, mas só me vem esse à cabeça). Uma Armani como menina e etc... onde vamos parar... Eu tenho adoro nomes diferentes, mas com algum significado, por exemplo: o meu significa os primeiros raios de luz; acho o meu nome legal, mas ninguém lembra direito e isso sempre me incomoda, porém o que eu quero dizer é que estamos chegando (ou já chegamos) num período onde as pessoas estão deixando de ter significado. Não sei se estou conseguindo me expressar do jeito que quero, mas é basicamente isso. Há poucos dias estava falando com o Jorge, o Rocha, que em geral deixamos de dar atenção as pessoas para dar atenção as coisas, como preferimos ver televisão sempre que esta está ligada num bar ao invés de conversar com outras pessoas; ou quando preferimos ler um livro ou assistir a um filme do que dar atenção a um amigo e por ai vai; tenho uma pré-disposição para as pessoas me pararem na rua para falar, pessoas desconhecidas, que só querem ser ouvidas, eu paro, e semrpe que eu conto pra alguém, a reação é basicamente a mesma, de acharem que eu sou louca e que aquilo não me levou a nada. Muito pelo contrário, temos sempre algo a aprender com as pessoas, de qualquer nível, porque cada um tem uma vivência diferente, ou a mesma experiência, sentida de forma diferente, isso é muito aprendizado de vida, é sempre um exercício para a paciência e para a reflexão.
Não quero dizer que os livros, os filmes e outras diverssões não tem a ensinar, é claro que tem. O que quero dizer é que temos de tomar cuidado para não dar mais valor as coisas que as pessoas.
É isso então...

Crica aqüi ceu mauné!:

Quinta-feira, Novembro 13, 2003

 
O que é angústia?

Um rapaz fez-me essa pergunta difícil de ser respondida. Pois depende do angustiado. Para alguns incautos, inclusive, é palavra de que se orgulham de pronunciar como se com ela subissem de categoria -- o que também é uma forma de angústia.

Angústia pode ser não ter esperança na esperança. Ou conformar-se sem se resignar. Ou não se confessar nem a si próprio. Ou não ser o que realmente se é, e nunca se é.

Angústia pode ser o desamparo de estar vivo. Pode ser também não ter coragem de ter angústia -- e a fuga é outra angústia. Mas angústia faz parte: o que é vivo, por ser vivo, se contrai.

Esse mesmo rapaz perguntou-me: você não acha que há um vazio sinistro em tudo? Há sim. Enquanto se espera que o coração entenda.
Clarice Lispector

Crica aqüi ceu mauné!:
 
É para isso que vou a psicologa:

Passei o dia numa angústia. Andei de um lado pro outro, falei sozinha, pus o som bem alto, desliguei tudo e tentei dormir, mas nada me aliviava.
Pensei no meu namorado, ou ex, agora não faz muita diferença. E quando pensei nele, me subiu o almoço e saí correndo para o baneiro, blach, vomitei, e para a minha surpresa, havia um indivíduo na minha privada. O problema ou a solução é que o indivíduo não era exatamente um estranho, era o meu namorado. Fiquei olhando para ele assim miudinho, ficava até mais bonitinho! Daí ele gritou:
- Amor, me tira daqui!
Olhei para ele com ternura e soltei um beijo.
Nem pensei duas vezes e ...
dei a descarga!
Crica aqüi ceu mauné!:

Quarta-feira, Novembro 12, 2003

 
A lágrimas

Já percebí que lágrimas têm gosto...
E cada momento passa uma sensação diferente e gosto diferente...
Já sentí lágrimas de amor, de ódio, de solidão, de perdão,
de momento, já chorei por filmes, por pena, por impotência,
por medo, pelo que passou, pelo que pode acontecer, pelo o que eu nem sei se sentia,
mas agora, agora
eu só sinto um gosto salgadinho, gostoso, e umas gotinhas a derrapar pela face...

Crica aqüi ceu mauné!:
 
"CADA UM TEM SEU DESERTO A ATRAVESSAR

O que é que evoca para nós a palavra deserto? Silêncio,
imensidão, vento abrasador? Não só. Evoca também sede,
miragem, escorpiões... e o encontro do mais simples de
si mesmo no olhar espantado do homem ou da criança que
brota não se sabe de onde, entre as dunas?

Existem os desertos de pedras e de areias, do Hoggar e
do Assekrem, do Ténéré e do Sinai, e de outros lugares
ainda... o deserto é sempre o alhures, o outro lugar,
um alhures que nos conduz para o mais próximo de nós
mesmos."
Jean-Yves Leloup
Crica aqüi ceu mauné!:

Domingo, Novembro 09, 2003

 
Frase do dia: " Quem quer dá um jeito,
quem não quer dá desculpa."

Crica aqüi ceu mauné!:

Eu preciso muito de sua atenção! É patológico tá!

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