Numa noite de quarta-feira As quartas são dias muito bons, eu e meus amigos nos juntamos e assistimos aos jogos que passam. Hoje é uma quarta-feira, mas não foi um dia tão bom... Flamengo e Vasco na final do campeonato estadual, o flamengo ganhou de 2 a 1 e muita gente na rua estava comemorando. No carro estávamos eu e mais três voltando para casa depois de assistir ao jogo num bar. Paramos no sinal atrás de um caminhão cheio de flamenguistas comemorando a vitória do time, a nossa esquerda vinham dois vascaínos vestidos com a camisa do time deles. Logo pensei "Isso não vai dar certo...". De cima do caminhão um flamenguista grita: - Tira essa porra dessa camisa! O vascaíno da calçada: - Não vou tirar não, eu uso a camisa que eu quiser! Nesse momento descem do caminhão cerca de dez ou mais flamenguistas e começam a bater nos dois vascaínos que nesse momento não conseguem reagir muito bem as porradas. De repente desce do caminhão um outro flamenguista e nós só conseguimos ouvir dois tiros. Os caras voltam para o caminhão como se nada estivesse acontecendo e continuam comemorando a vitória do time deles. E nós... Bom, nós ficamos estáticos assistindo a toda aquela cena sem poder fazer nada. posted by Pollyana_Ambrosius 7:35 PM . . .
O menino Ele estava ali sentado, brincando com sua imaginação... Suas mãos corriam pela mesa imitando carrinhos de corrida. Devia ter quatro ou cinco anos. Eu fiquei a observá-lo, mas ainda não descobri o que me atraiu tanto naquele menininho, só sei que quando nossos olhos se cruzaram houve uma comunicação, ele me dizia que sentia muita dor e eu ao ler seus olhos senti vontade de chorar, mas minhas lágrimas secaram há muito tempo. A mãe o levantou e o levou embora e eu fiquei com aquele rostinho inocente e tão sofrido em minha mente... Agora o céu chora por mim, aquele choro fininho, doído e sem graça que eu não sou mais capaz de emitir. posted by Pollyana_Ambrosius 7:34 PM . . .
Esperança medíocre Há algum tempo não se viam, mas dessa vez seria quase impossível não ficar próximo, ela estava sentada na mesa de seus amigos. Ele manteve a calma e após cumprimentar a todos sentou de frente para ela. Ela também parecia surpresa por tê-lo encontrado, no entanto fingiu ser uma situação normal. De acordo com as conversas ambos se sentiram mais à vontade e num certo momento ele sente um pé encostando-se ao seu, não era um encostar e pronto, parecia ser um carinho com os pés, deu uma olhada discreta e eram os pés dela, que enquanto fazia esse carinho por baixo da mesa, parecia fria a vista de todos. A sensação que o consumiu o deixou mais confuso. Com qual objetivo ela estaria fazendo aquilo? Apesar da confusão momentânea, ele não tirou os pés, ficou ali curtindo o momento, viajando em seus sentimentos e pensamentos. Mas como tudo tem um fim, o momento também teve, o celular dela tocou e ela levantou dizendo a frase que ele nunca esperara ouvir dela: - É meu namorado... com licença. posted by Pollyana_Ambrosius 7:33 PM . . .