Sinceritahia
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Eu preciso muito de sua atenção! É patológico tá!

Sábado, Agosto 23, 2003
O grande e porco circulo da vida

A vida é um longo circulo, dentro deste há ouros círculos menores e por ai vai... Vivemos assim, as vezes temos picos de aprendizado e de crescimento, daí mudamos de círculos, mas estamos sempre no caminho do principal.
É uma vigem sem volta, onde os erros nos levam para o mesmo lugar dos acertos, a diferença está em como encarar as vitórias e derrotas, chega a ser chato as vezes.
Começamos e terminamos como crianças...


posted by TAHIANA FERNANDES 5:21 PM
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Estava viajando num poema de Drummond, ai vai:
Eu, Etiqueta
Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório,
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu corpo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo,
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidência,
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anuncio,
Ora vulgar ora bizarro,
Em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer principalmente).
E nisto me comprazo, tiro gloria
De minha anulação.
Não sou ¿ vê lá ¿ anuncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam,
A cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Resumida uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrina me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o titulo de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.


posted by TAHIANA FERNANDES 5:20 PM
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Terça-feira, Agosto 19, 2003
É impressionante como a vida segue um fluxo perfeito! Temos a mania de achar que as coisas nos acontecem nos momentos errados, eu já penso que se está no momento errado é porque não era para ser.
Fico me perguntando o que cada pessoa a minha volta tem a me ensinar e se eu estou disposta a aprender. Também me pergunto se estou disposta a aprender...
Minha mente e meus sentimentos estão em constante contradição me confundindo mais e mais, bom deixa pra lá, estou torta de sono e fico aqui tentando filosofar....


posted by TAHIANA FERNANDES 1:32 AM
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