Sinceritahia
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Eu preciso muito de sua atenção! É patológico tá!

Quinta-feira, Agosto 14, 2003
Quando o namorado não está por perto

Passei por uma situação engraçada (digo engraçada para não dizer estúpida!). Quem nunca saiu sem o namorado e quando ele não estava por perto algum sujeito do sexo masculino não teve esse dialogo?
- Se você tem namorado onde está ele então?
- Ele esta em casa (tem variações).
- Tem certeza? Vai ver que ele mentiu pra você...
- Tenho certeza!
- Olha, homem sempre trai, não existe homem fiel e com certeza seu namorado está te traindo, se eu fosse você trairia ele comigo!
- É mesmo? Mas eu não sou você e meu namorado não está me traindo!
Daí a menina vira e sai. É de lei acontecer isso quando o namorado não está por perto. Meus amigos do sexo masculino vivem me dizendo que são fieis, mas como que nós mulheres vamos acreditar em vocês homens quando os da própria espécie dizem que não devemos confiar. To brincando! Eu acredito que existem homens fieis. Mas tenho que admitir que quando isso acontece comigo eu fico meio descrente... Conheço tanta gente que trai e que não está nem um pouco preocupado com isso que é difícil acreditar no contrário.
Fico aqui pensando, eu até sou maleável nessa história de traição, até perdôo, raramente perdôo mentira, mas traição até perdôo. Então quando eu estou namorando alguém ou algo parecido, deixo bem claro que desde que me conte pode fazer o que quiser (isso não quer dizer que vou gostar do que fiquei sabendo, quer dizer que eu aceito com mais facilidade se a pessoa admitir o erro). Daí eu estava conversando com dois rapazes dos quais eu não tenho muito contato e eles me garantiram que homem nenhum conta, que todos enganam e não contam e que é ilusão minha achar que isso é possível. De certa forma eu até concordo com eles, porque namorado meu nunca me disse nada, ficante já, mas namorado firme... Não! Será que eu levei tanto chifre assim? E eu aqui pondo a sinceridade acima de tudo, as vezes que eu já traí eu falei, falei que traí e o porque também, sempre achei que podia confiar que meu namorado iria me contar também.
Vou deixar minha opinião. Para mim a sinceridade está acima da traição. Se a pessoa quer trair e se sente bem com isso, que traia, mas que seja homem ou mulher suficiente para admitir que errou. Eu não tenho vergonha de dizer que já traí, mas também não acho bonito. Quando alguém me fala que me traiu eu já dou um desconto por ter me contado e se for o primeiro a contar (digo assim, se me contar antes das fofocas) fico mais maleável. Agora... Se eu souber por outra pessoa que eu confio e a pessoa negar... Nossa! Nem sei... Mas confiança eu não vou ter mais.


posted by TAHIANA FERNANDES 5:02 PM
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Terça-feira, Agosto 12, 2003
Nossa estranha carência

É tão estranho! Passamos tanto tempo com as pessoas, conversamos, trocamos abraços e beijinhos educados no rosto, mas estamos longe de cobrir as carências das pessoas. Penso que todo mundo já se sentiu tão carente que já chegou a pensar que era a pessoa mais esquecida da face da Terra! Somos assim: tão carentes e tão vulneráveis! Discuto com meus pais por carência, às vezes minha, às vezes deles. É fácil perceber. Quando a pessoa briga com você ou cria uma discussão boba é só para chamar a sua atenção. As pessoas tem necessidade de atenção, isso é carência!
Perdemos tanto tempo brigando e discutindo... As vezes só damos atenção a alguém assim, enquanto isso poderia usufruir o melhor das pessoas, dos carinhos mais sinceros e sermos todos mais felizes.
Por que o ser humano é tão cruel? Por que somos todos tão agressivos? Temos tanta tecnologia e inteligência, mas nos falta tanta educação e moral! Ainda somos muito instintivos, agimos como animais irracionais e desesperados em situações onde deveríamos mostrar mais amadurecimento. Quando eu era mais nova (a um ou dois anos atrás), eu tinha nojo de instinto, do meu instinto principalmente, do instinto dos outros, das coisas que eu observava e me pareciam tão irracionais. Hoje, amadureci um pouco e vejo de outra forma. A imagem, o ato e tudo o mais que envolvam esta ou aquela situação onde o que manda é o instinto, eu não sinto mais nojo, não me atrai, mas sinto vontade de melhorar a situação, conversar e reverter o quadro. Sinto muita pena e em algumas situações muita revolta, pois me indigna saber que tantos de nós podemos assumir mais nosso lado racional e ao invés disso, damos muito mais corda ao lado instintivo.
Longe de eu dizer que o instinto é ruim, o que eu estou analisando aqui é quando deixamos nosso instinto falar sempre mais alto que a razão e a emoção, falo aqui de nossos instintos animais como pancadarias, ciúmes, sexo desregrado, enfim, essas coisas onde não usamos a razão e deixamos nossos verdadeiros sentimentos esquecidos.
Sabe o que eu estava reparando? Que temos muito mais paciência e tolerância com as pessoas que não são da nossa família. Eu por exemplo, tenho uma paciência tremenda com os idosos, mas não tinha nenhuma com a minha falecida avó, tenho paciência com as mães das minhas amigas, mas com a minha própria mãe eu não tenho! Nos últimos tempos eu estou tentando me controlar, algumas poucas vezes perco o controle, mas em geral estou muito tolerante. Mas gostaria muito de saber porque somos assim, deveria ser exatamente o oposto, tendo em vista que a nossa família é composta das pessoas que mais amamos. Família é algo muito engraçado, e só é engraçado porque é ao mesmo tempo estranho e é onde mais se exige de nós.


posted by TAHIANA FERNANDES 11:46 PM
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