Quem vos fala é: Tahiana Fernandes Costuma ser chamada por: Polly A identidade diz: 23 anos O que eu gosto ontem, hoje e sempre: Ler, ouvir música, escrever, dançar, beijar... Ando resmungando: Estou tentando parar! Ando lendo...: Nos Passos de Hannah Arendt - Laure Adler
"Não há critério da verdade senão não concordar consigo próprio.
O universo não concorda consigo próprio, porque passa.
A vida não concorda consigo própria, porque morre."
Fernando Pessoa
"A glória da amizade não é a mão estendida,
nem o sorriso carinhoso,
nem mesmo a delícia da companhia.
É a inspiração espiritual que vem
quando você descobre
que alguém acredita e confia em você."
Ralph Waldo Emerson
"Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como o palhaço, mas nunca desacreditei da seriedade da platéia que sorria."
Charles Chaplin
"O Eu é o mestre do eu . Que outro mestre poderia existir ?
Tudo existe , é um dos extremos.
Nada existe é o outro extremo.
Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos,
e seguir o Caminho do Meio."
Buda
"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos"
Eduardo Galeano
Tem dia que sempre da tudo errado, mas isso não vai acontecer hoje, eu não vou deixar. Rsrs, pois é, no fim a gente acaba tendo de aceitar as coisas como elas são, engolir bastante problema goela abaixo e ser forte o suficiente para conviver bem. Vou partir por uns dias, espero que isso me traga paz novamente, o que eu preciso é de um pouco de sossego. As vezes acho minha vida até engraçada, tem uns momentos de calmaria que duram uma semana, depois explodem problemas um atrás do outro e acontecem situações dignas de aparecerem em uma novela mexicana. Depois que as situações acontecem eu rio bastante, porque acho cômico. Ta bom né?! Rir de si mesmo é um bom sinal.
Decepcionada...
É, tem vezes que a vida dá uma volta e esbarra em nossos pés. Talvez eu ainda não tenha aprendido o que precisava aprender, será que tudo isso é para eu ter ambição? Eu acho que eu tenho ambição, mas ela é direcionada. Enfim, mais uma vez trabalhar em uma empresa grande como a que eu trabalho me faz pensar em como os jogos de poder mechem com as vidas das pessoas. E é como se tudo no fim se resumisse a isso: estar no lugar certo para ter poder.
E ter poder não significa ter carisma ou competência, mas sim, saber falar as coisas certas para as pessoas certas.
Claro que já havia me decepcionado antes, já me revoltei muitas vezes, já chorei, já gritei, fiz greve, e enfim não levou a nada. Talvez a solução seja o caminho que muitas pessoas tomam, o problema é que ela fica no limiar da ética.
Ainda tenho um resquício de esperança quanto a dias melhores, uma esperança remota, dado que sei que a mudança que eu quero não chegará agora. Só me resta esperar, e acho que nisso eu já estou ficando safa, a paciência tem sido meu maior aprendizado no ultimo ano.
“por onde vou guiar o olhar que não enxerga mais
dá-me luz, ó deus do tempo
dá-me luz, ó deus do tempo
neste momento menor
pra eu saber teu redor
(...)
através eu vi, só amor é luz
e há de estar daqui até alto e amanhã
quem fica com o tempo
eu faço dele meu e não me falta ao passo coração
e não me falta ao passo coração” (Los Hermanos)
Um dia, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.
0 violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.
Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.
Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.
Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.
Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.
Texto extraído do livro "Para Viver um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 14.
“O que é o flerte? Pode-se dizer que é um comportamento que deve dar a entender que uma aproximação sexual é possível, sem que essa eventualidade possa ser entendida como uma certeza. Em outras palavras, o flerte é uma promessa de coito, mas uma promessa sem garantia.” (A insustentável leveza do ser / Milan Kundera)
Engraçado, nos diferenciamos dos animais porque raciocinamos e criamos cultura, no entanto, o flerte nada mais é do que um instinto em busca do coito. Se eu concordo com Milan Kundera? Sim, concordo. Aliás, é a melhor definição de flerte que já vi. O problema do flerte é que como ele é uma promessa sem garantia, ele abre as brechas necessárias para criar as expectativas nas outras pessoas, logo, o flerte é um “instrumento” de manipulação. Algumas pessoas manipulam a si mesmas, outras manipulam as outras pessoas, mas o flerte sempre gera um precedente, e mais cedo ou mais tarde, lá está o resultado e temos de aprender a lidar com ele.
Nesses momentos de pura expressão de nossos instintos é que nos sentimos tão “presos” aos nossos corpos, você pode sentir nojo de uma mulher, mas se ela chupar você seu pênis irá reagir contra sua vontade e o mesmo vale para a mulher. O corpo responde ao instinto, aos desejos, mesmo que o ser racional não apóie a expressão do corpo.
E numa dualidade como essa, como poderíamos ser coerentes? Podemos ser menos incoerentes, mas não completamente coerentes.
Assisti “O REINO” , sobre um ataque terrorista a uma dessas colônias americanas no Oriente Médio, e acaba virando um filme “pipoca americano”, e quero deixar claro que eu gosto de filme pipoca também, mas o mais interessante para mim no filme foi o final, e minha interpretação foi que por trás de todas as vidas, todas as ideologias e religiões envolvidas, o que fica é que o ser humano quer revanche, vingança e quer matar a todos aqueles que de alguma forma não se encaixam num padrão esperado por cada povo ou cultura. Essa volta foi para chegar à tolerância. Penso que está nela ou na falta dela que os problemas do mundo se envolvem, e por essas e outras é que não acredito na funcionalidade de certas soluções.
Na verdade, se você me perguntar, eu não teria uma solução. O máximo que consigo é ler autores e concordar com a descrição dos problemas, mas já as soluções, apesar de serem na tentativa de uma melhora, as vejo como inaplicáveis ou soluções de curto prazo. É por isso que eu amo muito a sociologia, ela não me da as soluções para o mundo, ela me ajuda a desconstruí-lo, e o entender me acalma um pouco a alma, já que a solução me parece tão distante...
Então por hoje estava falando sobre perdoar. Dar o troco, revidar, não é perdoar. Às vezes não sei se perdôo realmente ou se o tempo faz com que a raiva passe e daí acho que perdoei (e penso que a maioria das pessoas é assim). Porque perdoar é algo difícil, exige muito de nós, e há de ser muito amor para poder perdoar e assim seguir adiante.
Fui à missa hoje, um bonito sermão, os padres dessa igreja que vou vez por outra são muito inspirados, em certos momentos do sermão eu me arrepio toda e sinto uma vontade imensa de chorar de alegria.
Engraçado como a gente é capaz de aprender tantas coisas na convivência de pessoas diferentes de nós, como o outro ponto de vista sobre algo nos faz pensar.
Estava eu orando por um amigo e me dei conta de que devia orar pelos familiares, porque certas horas são tão angustiantes diante da impotência que as situações nos impõe que só nos resta ter força interior para suportar as pressões.
Por isso tem uma oração que eu gosto muito que é assim: “Senhor, dai-me paciência para aceitar o que não posso mudar, e dai-me força para mudar o que posso.”
Resta a esperança de que um dia passe. Passem todas as mágoas e todas as expectativas. Sim, nem passado, nem futuro, apenas o momento presente. Será possível esquecer tudo que já se passou?! Será possível permitir que apenas restem sentimentos bons que dão combustível à esperança? No mito de Pandora a esperança vem junto ao medo, porque o medo “protege” a esperança da ilusão, e a esperança “salva” o medo através dessa força interior que aparentemente todos os seres humanos possuem. Este sentimento que vive no limiar entre a desistência do viver (de maneira figurada) e a ilusão (a fantasia constante que engana sobre a realidade), me faz acreditar que sim é possível superar, com o tempo, e muita vontade. A vontade é a força motriz para a ação direcionada a mudança, sem ela não há como se construir nada, mas a vontade vem de mãos dadas com a esperança, pois sem esperança, que é o sentimento de esperar algo que se quer, a vontade perde sua “paixão”.
“Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
(V. M./1962)
“O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só mulher).” Milan Kundera
Às vezes... Às vezes acho que dou muito de mim e recebo 1/3 de volta. Talvez todo mundo se sinta assim e esse sentimento não passe de imaturidade. Talvez seja sempre assim, a gente se entrega e se dedica muito para colher muito tempo depois. Vez por outra podíamos receber sinais de que estamos no caminho correto, que as coisas vão se ajeitar e receberíamos uma “amostra grátis” do futuro caminho a trilhar.
Eu quero tanto e com tanta intensidade que às vezes acho que não vou alcançar...
Os segundos Um sorriso doce pairou no ar. Leve, infantil...
Seu sorriso tão seu e tão meu e tão cheio de tantas memórias que nem me lembro mais...
Alguns momentos são tão estáticos, duram segundos, 30 talvez 35, mas parecem minutos longos pelo desconforto que causam. E lá estava seu sorriso outra vez.
Senti-me num dos filmes de Tinto Brass, quando bateu um vento e minha saia subiu levemente, e você sorrindo... eu fingi não ver, e não vi, e não verei nunca mais.
Eu amo amar. Isso é fato! Mas nem sempre quando amamos alguém estamos apaixonados por essa pessoa, enquanto amamos nos apaixonamos e desapaixonamos muitas vezes, e eu adoro me apaixonar. Aquela sensação de que se está flutuando durante um beijo, trocas de olhares brilhosos! Nossa! E tudo fica tão lindo...
Como gosto muito de estar apaixonada, me apaixono todo dia, pela vida, pelas pessoas ao meu redor, pelo meu companheiro, por detalhes de algum texto, acho sempre algo para se apaixonar. Conclui-se que sou melosa! Não! (Rsrs) Na verdade, é essa paixão que me da energia para fazer minhas coisas com bom humor, porque nossos sentimentos podem se manifestar de muitas maneiras, e a minha é assim.
"Ser feliz é viver morto de paixão." [Vinícius de Moraes]
Sangrando - gonzaguinha
Quando eu soltar a minha voz por favor, entenda
Que palavras por palavras eis aqui uma pessoa se
entregando
Coração na boca, peito aberto, vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida que eu estou cantando
Quando eu abrir a minha garganta, essa força tanta
Tudo que você ouvir, esteja certa que eu estarei
vivendo
Veja o brilho dos meus olhos e o tremor das minhas
mãos
E o meu corpo tão suado, transbordando toda raça e
emoção
E se eu chorar e o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante que o teu canto é minha força
pra cantar
Quando eu soltar a minha voz por favor entenda
Que é apenas o meu jeito viver
O que é amar...
Eu “arranquei” sorrisos de pessoas mau -humoradas hoje, foi engraçado, comecei a cantar desafinado, riram de mim e depois me acompanharam. O melhor de trabalhar em um banco é que as pessoas são pessoas comuns, ninguém me intimida por nada, e posso estar perto do senso comum de um jeito que me faz entender como as outras pessoas pensam. Só posso dizer que tudo isso me faz crescer.
Minha mente está borbulhando, tudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora, mas o melhor é que eu não estou ansiosa ou inquieta, o aqui e agora me parece bastante interessante, e apesar de o futuro me parecer bem interessante também, eu não estou morrendo de pressa para que ele comece agora. Essas sensações são muito humanas, e é difícil controlá-las, mas algumas vezes elas simplesmente não se manifestam.
Lindo dia!
Hoje é primeiro de fevereiro! Fevereiro é um mês legal, tem menos dias e tem feriado! Rsrs
Algumas coisas tentam me tirar o bom humor, mas resistirei, nessa guerra de gente infeliz não me deixarei abater. Olho e até parece um pouco surreal, mas penso que tudo é comum, eu é que valorizo as coisas. Queria dançar, dançar e dançar... com uma musica romântica ao fundo, com uma lua linda no céu...
Algumas pessoas entram nas nossas vidas por um olhar, por uma troca boba de palavras, mas é como se elas estivessem lá por todo sempre, são pessoas tão especiais para nós que elas estão presentes em nossos pensamentos diários, em nossas preces, em nossas memórias, mesmo que não estejamos cotidianamente com elas. Eu tenho algumas pessoas assim, que são muito especiais, tão especiais que mesmo quando elas deixam falhas, eu relevo facilmente. Eu tenho uma pessoa em especial, que não importa onde eu esteja, ele está sempre comigo, nas minhas reflexões comigo mesma, imagino ele me respondendo, é tão especial que não consigo imaginar algum dia da minha vida em que ele não esteja presente. Lembro que alguns anos atrás ele me deu um presente, algo muito precioso, não pelo seu valor de troca e sim pelo seu valor de conhecimento, ainda me sinto mal de não ter lhe retribuído, porque sei que meus sorrisos e histórias o fazem feliz, mas não sei se tenho responsabilidade nas mudanças do ser dele. Para mim, ele transcende qualquer palavra que pudesse definir, e sempre que nos encontramos é como se tivéssemos ficado um dia sem nos ver, e me ensina coisas tão pequenas, mas que me passam despercebido, são frases simples, mas que me “tocam”, me transformam. O efeito é esse, ele tem o poder de transformar qualquer coisa em algo especial, vou chamá-lo de “o alquimista das emoções”!
Dia com cara de domingo, rs, é domingo! Andei pelas ruas e me senti numa cena de Vanila Sky quando Tom Cruise sai pelas ruas e não vê ninguém. Apesar de estar um dia chuvoso aqui, a cidade se mudou para as praias da região assim mesmo. Hoje desfrutei muito de estar só. Nem sempre as pessoas entendem bem quando nos afastamos e ficamos “away” por um tempo, eu sempre tive dificuldades com isso. Hoje encontrei uma pessoa que não encontro há bastante tempo, essa pessoa fez algo que me magoou e só hoje pude perceber como mesmo passado um ano nem tudo passou. Eu olhei e fui educada, mas apesar de não sentir falta da convivência eu achei que seria mais indiferente. De qualquer maneira senti algo que não gosto, senti pena, porque apesar de não estar presente, seus olhos me passaram tristeza. Mas ultimamente tenho feito algo que funcionava aos meus 16 anos, rezo. Sim, pode parecer ingênuo, muito mais vindo de mim, mas eu rezo, peço perdão as pessoas que magôo sem querer e perdôo as pessoas que me magoam. Gosto de conseguir manter essa inocência em acreditar...
Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Drummond)
Deslizou pelas minhas mãos, fez um leve barulho, minhas mãos sangravam e só me dei conta alguns minutos depois, totalmente anestesiada... algumas vezes tudo é tão frio, distante. As horas passam, ouço o tic-tac-tic-tac-tic-tac, o sangue tem um gosto particular, não é amargo nem doce, é estranho. O que é estranho também pode ser bom. Depois de algum tempo me deu um sono, me lembrei do cheiro da chuva, um cheiro que não consigo definir, se eu tivesse feito licenciatura em química talvez soubesse os cheiros... tic-tac-tic-tac-ic-tac... as coisas têm gosto diferente quando estamos prestes a não senti-las mais... meu relógio é de pulso, mas ele também faz tic-tac-tic-tac-tic-tac...
Estava reparando que em alguns momentos, meio distraídos, nós conseguimos chegar a conclusões que não conseguiríamos se estivéssemos tentando resolver certas questões. E a vida é o mais belo e importante bem que temos, basta sabermos vivê-lo, e ontem uma pessoa falando ficou gravado em minha mente, nós, seres humanos somos especiais porque sabemos que iremos perder as pessoas e coisas que damos importância em algum momento, mas isso não nos impede de viver até esse momento chegar.
Apaixono-me por detalhes, coisas bem pequenas e estranhas pelas quais as outras pessoas não se apaixonariam, a maioria me acha estranha, mas... gosto é gosto. O interessante é que esses detalhes são assim: a boca de um, o nariz de outro, as orelhas de mais um outro e assim vai, como uma grande colcha de retalhos até formar uma pessoa, que não existe é claro.
Só sou assim com pessoas, os lugares eu me apaixono pelo lugar, atualmente estou apaixonada pelos segundos, os minutos e as horas.
Julie Delpy - Something A Bit Vague
There's something about your eyes
Something a bit vague
Oh, so lonely
but so damn lovely
There's something about your smile
Something a bit vague
Oh, so lovely
but a touch scary
There's something about the way you touch me
Just a bit cold
but definitely bold
There's something about the way you love me
Just a bit distant
but so damn persistent
And there's nothing about you I won't take
Nothing about you I could ever reject
'Cause there's something about you...
There's something about the way you hurt me
Something vicious and definitely sick
There's something about the way you worry
Sometimes so caring and always confusing
And there's nothing about you I won't take
Nothing about you I could ever regret
'Cause there's something about you I can't forget
'Cause there's something about you...
So lovely, so lovely
Lovely, lovely
Havia me esquecido de como gosto da voz da Julie Delpy, aliás, gosto muito dela!
A música é para me lembrar, às vezes me esqueço o quanto gosto de determinadas coisas...
Ontem assisti “O Segredo”, estava meio sonolenta mas entendi perfeitamente a mensagem, dado que é extremamente repetitivo, quase uma lavagem cerebral, mas enfim, assisti. Pode ser que faça realmente sentido, mas se funciona para tudo e o tempo todo já não sei, porém a bíblia diz que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, será que isso significa termos uma parte de seus poderes? Que somos parte do universo a ponto de podermos manipular nossas energias e nos favorecer? A Lei da Atração não passa de uma forma diferente de se dizer que nós seres humanos possuímos uma energia que através dela podemos atrair coisas boas ou coisas ruins a partir de nossos sentimentos e pensamentos unificados à ação.
Pelo menos é um bom filme de auto-ajuda, isso é inquestionável, mas eu prefiro a versão mais elaborada de “A Profecia Celestina”, é menos direta, e menos voltada para ganhar dinheiro e sucesso... até um bom livro.