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Sábado, Abril 25, 2009


Então está chegando o momento, nossa, falta somente uma semana para um passo tão imenso. Cheia de coisas a fazer ainda e espero que corra tudo bem. Não havia sonhado com esse momento, na verdade nunca pensei nisso exatamente, eu pensava no antes e no depois, mas não no momento em si. É estranho, acho que é a primeira experiência que eu não criei expectativas!

Queria um pouco de calma, para conseguir terminar de fazer as coisas e não me estressar tanto no meu trabalho. Esse cargo me fez crescer muito em todos os aspectos, mas ele me suga a energia, algumas vezes me suga a vontade de pisar por lá. Mas, é o que eu tenho e não posso “cuspir no prato que como”.

Esse ano já me aprontou tantas que a minha esperança é que depois de maio ele tome um rumo mais amável a minha pessoa. 

Escrito por Tahiana em 10:08 AM.

Pronuncie-se!:

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

É... só quero que tudo passe...

Escrito por Tahiana em 9:09 AM.

Pronuncie-se!:

Sexta-feira, Novembro 14, 2008

Quando o dia começa ruim eu não fico muito feliz de sair de casa, sabe, eu gosto muito de trabalhar, me enobrece, verdadeiramente, mas o que eu não gosto é ter horário pra entrar e pra sair, e a impossibilidade de faltar. Hoje se eu puder eu fico até de madrugada, entro de férias para escrever minha monografia e tenho certeza que eu vou sentir muita falta da correria, das milhões de ligações por dia, de passar pelos andares e as pessoas irem me pedindo coisas, risos, engraçado como me acostumei bem na minha nova função, eu estou lá há somente 3 meses mas eu me adaptei tão bem que não sinto o tempo passar. Não queria entrar de férias, mas preciso aprender a estabelecer prioridades. Como eu já disse no ultimo post, o momento é de términos, e o passo seguinte são os recomeços, não das mesmas coisas, mas de novos planos. Estou cada vez mais crente de que tenho me esforçado para mudar, mas no meu íntimo eu sei que ainda carrego vontades bobas de uma menina mimada, crescer e amadurecer é mais fácil do que mudar traços de personalidade, e preciso aprender a perdoar, a mim e aos outros, essa sem dúvida é uma qualidade que se adquire, eu adquiri e não exercitei, por isso perdi! Essa é uma meta para o Natal, eu adoro e detesto o Natal. Adoro porque é uma data significativa pra mim, porque eu acredito que no Natal a gente reveja o que foi feito por todo o ano e receba o presente que é o ar de renovação, obviamente com avelã e nozes na mesa, o que já é um prêmio. Mas detesto porque todo ano acontece alguma coisa ruim comigo exatamente na semana do Natal, coisas na minha vida pessoal ou profissional, e que me deixam cabisbaixa. É... o dia começa agora, vamos ver no que da.


Escrito por Tahiana em 8:17 AM.

Pronuncie-se!:

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Que noite horrível... Detesto quando estou com sono, mas não consigo dormir, fico virando de um lado para o outro, a mente não pára e as imagens não saem da cabeça. Depois de tentar e tentar consegui dormir para meu despertador tocar duas horas depois. Como se não bastasse, o dia amanheceu bem ensolarado para agredir meus olhos cansados. Humpf. Hoje é segunda-feira, o que significa que vai ser um dia cansativo e estressante. Não importa o quão boa sejam as nossas intenções, nós magoamos os outros sem saber, porque o que importa é como o outro se sente e não a nossa intenção. Esse mês será o mês das finalizações, a partir de dezembro as coisas vão mudar bastante, espero que mudem para melhor, espero que eu consiga dar conta de tudo que eu preciso. Quero esquecer o que me faz mal e me apegar as coisas boas que conquistei, o que perdi é porque precisava perder, e assim conquistar algo maior ou que seja mais satisfatório para mim. O Ano Novo se aproxima, tudo passou tão rápido... queria passar a virada num lugar legal, diferente e quieto, algo que me soasse como “uma experiência única”, ia propor Ilha Grande, mas não poderia, preciso que muitos fatores cooperem para poder ir pra lá.

Escrito por Tahiana em 9:01 AM.

Pronuncie-se!:

Domingo, Novembro 02, 2008

Me surpreendi ontem, uma pessoa distribuía com seus filhos um panfleto informativo pela cidade, no panfleto estava escrito que não devíamos brincar com o dia das bruxas, pois o dia das bruxas é do diabo e etc. Achei repugnante! Não sabia que tínhamos voltado aos tempos das caças as bruxas, pensei que o caminho rumo a liberdade de crenças estava trilhado, mas não, as pessoas continuam insistindo em tentar converter as outras para suas crenças pessoais, e pior, divulgam informações distorcidas para atingirem seus objetivos. Aff!
O mundo seria um lugar legal se as pessoas conseguissem discutir assuntos tabus com base histórica e tolerância, temos tanto a aprender com os outros mas de maneira democrática, cada um apresenta seus pontos e argumentos, sem invadir o limite do outro, deve ser sonho um mundo assim.

Só para constar:
A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).
A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:

Origem Pagã
A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem Cristã
Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra atual “Halloween”.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_das_bruxas

Escrito por Tahiana em 12:27 PM.

Pronuncie-se!:

Terça-feira, Outubro 28, 2008


Aqui estou na difícil missão de levar a você
Uma mensagem que possa ser
Como uma luz ou um mantra, nós não somos mais crianças
Um dia acontece, a gente tem que crescer

Temos que encarar a responsa
Eu não deixei de achar graça nas coisas
Simplesmente hoje eu quero ser levado a sério
As coisas mudam sempre mas a vida não é só como eu espero

Existe um dom natural que todos temos
Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos
Mas se for pra falar de algo bom
Eu sempre vou lembrar de você

Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que seu amor é meu
Difícil não lembrar do que nunca esqueceu
Fácil perceber que meu amor é seu

Eu quero estar amanhã ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado, uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado, você me traz paz

Armadilhas do tempo são como o vento
Levando as folhas para lugares distantes,
O meu pensamento é o mesmo que o seu
Mas hoje meu coração bate mais forte que antes

Certa vez na história,
Eu vim de muito longe só pra ver você,
Fui pra muito longe pra encontrar você,
Eu te entreguei minha alma.

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é... tem sido dias estranhos...

Escrito por Tahiana em 10:48 PM.

Pronuncie-se!:

Quinta-feira, Outubro 23, 2008

Estava ali, observando tantas pessoas andando como numa passeata, me pergunto se algum dia tudo aqui vai mudar, procuro acreditar que sim, apesar de ao chorar demonstrar minha completa impotência. É assim que me sinto em relação as coisas no momento, o que depende de mim eu faço, porém as mudanças mais bruscas não dependem de mim. Olho pro mundo e me pergunto se há solução, pois apesar de estudar e muito eu não vejo saídas, vejo a humanidade num labirinto e talvez seja necessário um novo “big bang” para recomeçarmos. E seria bom recomeçar, fazer outras escolhas, mudar e provavelmente dois mil anos depois eu estaria escrevendo o mesmo. O mundo gira. Gira numa direção e velocidade precisamente esclarecidas pela física, mas nós, aparentemente, não sabemos disso e nos deparamos com surpresas em nossas quedas. Na próxima encarnação vou fazer graduação em física quântica, e talvez ter um outro ponto de vista sobre o mundo e assim me sentiria menos impotente acreditando que não depende de nós. Acreditar no que é ”natural” é sempre mais fácil, porém até a nossa percepção de “natural” é construída socialmente e nos pegamos no labirinto sem saída novamente.
Queria poder ficar em casa, sim, fechada no meu quarto, quietinha, escrevendo, terminando de fazer a tal da monografia, o peso de ainda não estar concluído me causa um desconforto, um medo, um pouco de cada sentimento estranho e que talvez seja o que tenha me deixado um pouco melancólica ultimamente. Acho que a passagem pelos ritos são assim, uma mistura de sentimentos, pequenas explosões que não controlamos e no fim percebemos que mudamos.

Escrito por Tahiana em 10:38 PM.

Pronuncie-se!:

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

O grito

Eu não consigo esquecer. Não sai da minha cabeça, e talvez só seja assim porque eu não entendo, ou talvez não. Pensava que o que entendíamos era mais fácil de superar, inexperiência de minha parte, o melhor é não saber para não ter que tentar entender e superar. É sim, eu pensava que todos deveriam saber de tudo e que ser sincero seria a melhor coisa que alguém poderia fazer, estava errada, porque as situações não são todas iguais e por tanto não se pode aplicar o mesmo processo, o ideal é saber quais são as situações que devemos ser sinceros e aquelas onde devemos confessar somente a nossos diários ou amigos mais próximos.
Esquecer é um processo estranho, as vezes eu esqueço o que queria guardar pra sempre e me lembro sempre do que queria esquecer. Eu sinto saudade, de coisas, fatos e pessoas e algumas vezes sinto saudades de mim, e sei lá como isso é possível. Só sei que sinto, e é um sentimento pulsante, tanto que algumas vezes quero estar em um lugar plano e amplo para gritar e ninguém me ouvir, porque eu só quero desabafar, mas não quero que ninguém me ouça.

Escrito por Tahiana em 6:00 PM.

Pronuncie-se!:

Sábado, Outubro 11, 2008

Uma folha em branco. Queria que o passado fosse assim, e pudéssemos escrever o que quiséssemos lembrar. Seria apenas o bom até mesmo dos erros cometidos, mas cresceríamos com eles e só, vai ver que não temos essa escolha porque o erro nos leva ao medo de errar novamente...

Escrito por Tahiana em 9:23 AM.

Pronuncie-se!:

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Tempo que não venho aqui. Tudo tão corrido, tão rápido...

Talvez o mundo esteja indo tão rápido que a gente se perca no tempo.

Talvez nossos hábitos não estejam acostumados e devidamente adaptados as novas concepções de tempo e espaço.

Outro dia li que alguns físicos estavam trabalhando novamente com a concepção de viagem no tempo, fico pensando que a física é muito abstrata, mas as pessoas consideram as ciências humanas mais ainda, não consigo entender isso.

De maneira geral eu lido bem com as diferenças, me adapto, ignoro, enfim, mas tem época que nada melhor do que “dar um tempo”, afastar um pouco, ficar quietinha, ou sair pelo mundo, a gente se renova e trás essa energia para o cotidiano. Eu estou precisando muito disso, talvez demore para ter esse sossego.

Escrito por Tahiana em 8:26 AM.

Pronuncie-se!:

Quarta-feira, Maio 21, 2008

Tem dia que sempre da tudo errado, mas isso não vai acontecer hoje, eu não vou deixar. Rsrs, pois é, no fim a gente acaba tendo de aceitar as coisas como elas são, engolir bastante problema goela abaixo e ser forte o suficiente para conviver bem. Vou partir por uns dias, espero que isso me traga paz novamente, o que eu preciso é de um pouco de sossego. As vezes acho minha vida até engraçada, tem uns momentos de calmaria que duram uma semana, depois explodem problemas um atrás do outro e acontecem situações dignas de aparecerem em uma novela mexicana. Depois que as situações acontecem eu rio bastante, porque acho cômico. Ta bom né?! Rir de si mesmo é um bom sinal.

Escrito por Tahiana em 7:49 AM.

Pronuncie-se!:

Quarta-feira, Maio 14, 2008


Decepcionada...
É, tem vezes que a vida dá uma volta e esbarra em nossos pés. Talvez eu ainda não tenha aprendido o que precisava aprender, será que tudo isso é para eu ter ambição? Eu acho que eu tenho ambição, mas ela é direcionada. Enfim, mais uma vez trabalhar em uma empresa grande como a que eu trabalho me faz pensar em como os jogos de poder mechem com as vidas das pessoas. E é como se tudo no fim se resumisse a isso: estar no lugar certo para ter poder.
E ter poder não significa ter carisma ou competência, mas sim, saber falar as coisas certas para as pessoas certas.
Claro que já havia me decepcionado antes, já me revoltei muitas vezes, já chorei, já gritei, fiz greve, e enfim não levou a nada. Talvez a solução seja o caminho que muitas pessoas tomam, o problema é que ela fica no limiar da ética.
Ainda tenho um resquício de esperança quanto a dias melhores, uma esperança remota, dado que sei que a mudança que eu quero não chegará agora. Só me resta esperar, e acho que nisso eu já estou ficando safa, a paciência tem sido meu maior aprendizado no ultimo ano.

“por onde vou guiar o olhar que não enxerga mais
dá-me luz, ó deus do tempo
dá-me luz, ó deus do tempo
neste momento menor
pra eu saber teu redor
(...)
através eu vi, só amor é luz
e há de estar daqui até alto e amanhã
quem fica com o tempo
eu faço dele meu e não me falta ao passo coração
e não me falta ao passo coração” (Los Hermanos)


Escrito por Tahiana em 8:14 AM.

Pronuncie-se!:

Terça-feira, Abril 29, 2008

Uma Mulher Chamada Guitarra - Vinicius de Moraes

Um dia, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.

0 violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.

Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.


Texto extraído do livro "Para Viver um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 14.

Escrito por Tahiana em 11:03 PM.

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Domingo, Abril 27, 2008

“O que é o flerte? Pode-se dizer que é um comportamento que deve dar a entender que uma aproximação sexual é possível, sem que essa eventualidade possa ser entendida como uma certeza. Em outras palavras, o flerte é uma promessa de coito, mas uma promessa sem garantia.” (A insustentável leveza do ser / Milan Kundera)


Engraçado, nos diferenciamos dos animais porque raciocinamos e criamos cultura, no entanto, o flerte nada mais é do que um instinto em busca do coito. Se eu concordo com Milan Kundera? Sim, concordo. Aliás, é a melhor definição de flerte que já vi. O problema do flerte é que como ele é uma promessa sem garantia, ele abre as brechas necessárias para criar as expectativas nas outras pessoas, logo, o flerte é um “instrumento” de manipulação. Algumas pessoas manipulam a si mesmas, outras manipulam as outras pessoas, mas o flerte sempre gera um precedente, e mais cedo ou mais tarde, lá está o resultado e temos de aprender a lidar com ele.
Nesses momentos de pura expressão de nossos instintos é que nos sentimos tão “presos” aos nossos corpos, você pode sentir nojo de uma mulher, mas se ela chupar você seu pênis irá reagir contra sua vontade e o mesmo vale para a mulher. O corpo responde ao instinto, aos desejos, mesmo que o ser racional não apóie a expressão do corpo.
E numa dualidade como essa, como poderíamos ser coerentes? Podemos ser menos incoerentes, mas não completamente coerentes.

Bobagens... bobagens...


Escrito por Tahiana em 8:49 PM.

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Domingo, Abril 06, 2008

Assisti “O REINO” , sobre um ataque terrorista a uma dessas colônias americanas no Oriente Médio, e acaba virando um filme “pipoca americano”, e quero deixar claro que eu gosto de filme pipoca também, mas o mais interessante para mim no filme foi o final, e minha interpretação foi que por trás de todas as vidas, todas as ideologias e religiões envolvidas, o que fica é que o ser humano quer revanche, vingança e quer matar a todos aqueles que de alguma forma não se encaixam num padrão esperado por cada povo ou cultura. Essa volta foi para chegar à tolerância. Penso que está nela ou na falta dela que os problemas do mundo se envolvem, e por essas e outras é que não acredito na funcionalidade de certas soluções.
Na verdade, se você me perguntar, eu não teria uma solução. O máximo que consigo é ler autores e concordar com a descrição dos problemas, mas já as soluções, apesar de serem na tentativa de uma melhora, as vejo como inaplicáveis ou soluções de curto prazo. É por isso que eu amo muito a sociologia, ela não me da as soluções para o mundo, ela me ajuda a desconstruí-lo, e o entender me acalma um pouco a alma, já que a solução me parece tão distante...


Escrito por Tahiana em 11:18 PM.

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Sábado, Março 29, 2008

Então por hoje estava falando sobre perdoar. Dar o troco, revidar, não é perdoar. Às vezes não sei se perdôo realmente ou se o tempo faz com que a raiva passe e daí acho que perdoei (e penso que a maioria das pessoas é assim). Porque perdoar é algo difícil, exige muito de nós, e há de ser muito amor para poder perdoar e assim seguir adiante.
Fui à missa hoje, um bonito sermão, os padres dessa igreja que vou vez por outra são muito inspirados, em certos momentos do sermão eu me arrepio toda e sinto uma vontade imensa de chorar de alegria.
Engraçado como a gente é capaz de aprender tantas coisas na convivência de pessoas diferentes de nós, como o outro ponto de vista sobre algo nos faz pensar.
Estava eu orando por um amigo e me dei conta de que devia orar pelos familiares, porque certas horas são tão angustiantes diante da impotência que as situações nos impõe que só nos resta ter força interior para suportar as pressões.
Por isso tem uma oração que eu gosto muito que é assim: “Senhor, dai-me paciência para aceitar o que não posso mudar, e dai-me força para mudar o que posso.”



Escrito por Tahiana em 12:47 AM.

Pronuncie-se!:

Sexta-feira, Março 14, 2008

Resta a esperança de que um dia passe. Passem todas as mágoas e todas as expectativas. Sim, nem passado, nem futuro, apenas o momento presente. Será possível esquecer tudo que já se passou?! Será possível permitir que apenas restem sentimentos bons que dão combustível à esperança? No mito de Pandora a esperança vem junto ao medo, porque o medo “protege” a esperança da ilusão, e a esperança “salva” o medo através dessa força interior que aparentemente todos os seres humanos possuem. Este sentimento que vive no limiar entre a desistência do viver (de maneira figurada) e a ilusão (a fantasia constante que engana sobre a realidade), me faz acreditar que sim é possível superar, com o tempo, e muita vontade. A vontade é a força motriz para a ação direcionada a mudança, sem ela não há como se construir nada, mas a vontade vem de mãos dadas com a esperança, pois sem esperança, que é o sentimento de esperar algo que se quer, a vontade perde sua “paixão”.


“Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
(V. M./1962)

Escrito por Tahiana em 6:15 PM.

Pronuncie-se!:

Domingo, Março 09, 2008

“O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só mulher).” Milan Kundera


Escrito por Tahiana em 4:31 PM.

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Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Às vezes...
Às vezes acho que dou muito de mim e recebo 1/3 de volta. Talvez todo mundo se sinta assim e esse sentimento não passe de imaturidade. Talvez seja sempre assim, a gente se entrega e se dedica muito para colher muito tempo depois. Vez por outra podíamos receber sinais de que estamos no caminho correto, que as coisas vão se ajeitar e receberíamos uma “amostra grátis” do futuro caminho a trilhar.

Eu quero tanto e com tanta intensidade que às vezes acho que não vou alcançar...



Escrito por Tahiana em 11:31 PM.

Pronuncie-se!:

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Os segundos
Um sorriso doce pairou no ar. Leve, infantil...
Seu sorriso tão seu e tão meu e tão cheio de tantas memórias que nem me lembro mais...
Alguns momentos são tão estáticos, duram segundos, 30 talvez 35, mas parecem minutos longos pelo desconforto que causam. E lá estava seu sorriso outra vez.
Senti-me num dos filmes de Tinto Brass, quando bateu um vento e minha saia subiu levemente, e você sorrindo... eu fingi não ver, e não vi, e não verei nunca mais.

Escrito por Tahiana em 12:18 AM.

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